A Procuradoria Popular Suprema anunciou hoje que o caso, anteriormente investigado pela Comissão Nacional de Supervisão, o principal órgão anticorrupção do Estado, foi remetido às autoridades judiciais, que apresentaram acusação formal pelo crime de aceitação de subornos, segundo um comunicado.
De acordo com a acusação, Jin tirou partido de vários cargos que desempenhou ao longo da sua carreira, incluindo em governos locais de Guangxi (sul), na Câmara Municipal de Tianjin (este) e, posteriormente, como vice-secretário do Partido Comunista Chinês (PCC) e governador de Shanxi, para favorecer terceiros e aceitar bens de forma ilegal em grandes quantidades.
O processo encontra-se já em fase judicial após a apresentação da acusação junto do Tribunal Popular Intermédio de Xinyang, na província de Henan (centro), depois das autoridades terem informado o arguido dos seus direitos processuais, o terem interrogado e recolhido os argumentos da defesa.
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Jin, membro do XX Comité Central do PCC, tinha sido alvo de investigação em abril de 2025 por “graves violações da disciplina e da lei”, uma fórmula habitual na China para se referir a casos de corrupção que posteriormente dão origem a processos penais.
Em outubro desse mesmo ano, foi expulso do Partido e destituído dos cargos públicos após uma investigação que concluiu que tinha utilizado a sua posição para obter benefícios indevidos e aceitar subornos.
Desde que chegou ao poder em 2012, o atual secretário-geral do PCC e presidente da China, Xi Jinping, lançou uma vasta campanha anticorrupção que atingiu funcionários de todos os níveis, desde quadros locais até dirigentes provinciais, altos responsáveis militares e gestores de empresas estatais.