As autoridades municipais de Macau indicaram hoje, dia 23, à Lusa que a calçada portuguesa poderá ser substituída em certas zonas por materiais antiderrapantes, mas mantendo “o padrão e ‘design’ original”.
A calçada, um dos elementos de cultura portuguesa mais distintivos da região, foi considerada no passado pelas autoridades municipais da cidade perigosa para pedestres em tempos de chuva, por se tornar escorregadia e irregular.
Numa resposta à Lusa, o Instituto para os Assuntos Municipais (IAM) apontou que a decisão de substituir a calçada em certos locais terá lugar apenas depois de avaliar a “utilização das rodovias e os fatores ambientais em diferentes locais”, além da “paisagem e a cultura urbana” de Macau.
A calçada portuguesa foi substituída, recentemente, em algumas zonas da cidade, nomeadamente na Praça Ferreira do Amaral, uma das áreas mais movimentadas da região.
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Relativamente aos materiais usados nos passeios, o IAM descreveu que os irá selecionar de “acordo com diferentes situações”.
No que diz respeito aos pavimentos de calçada à portuguesa existentes nas “zonas de proteção cultural ou outras zonas de proteção”, o IAM indicou que irá “estudar a viabilidade de adução de modelos semelhantes e de revestimentos mais antiderrapantes”, no sentido de equilibrar a paisagem histórica e cultural da cidade e a segurança pública.
Embora o centro histórico de Macau seja Património Mundial da UNESCO desde 2005, a calçada portuguesa foi incluída numa candidatura separada de Portugal a Património Mundial, formalizada em março de 2025.
Além de Portugal e Macau, a calçada portuguesa está presente em locais de Espanha, Gibraltar, Bélgica, República Checa, Malásia, Timor-Leste, Angola, Moçambique, África do Sul, Brasil, Estados Unidos e Canadá.