Em conferência de imprensa, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Lin Jian. afirmou, no dia 18, que a diplomacia ao nível de chefes de Estado “desempenha um papel estratégico insubstituível” na relação entre os dois países. Acrescentou que as duas partes “continuarão a manter o diálogo” relativamente à eventual visita de Trump à China, sem adiantar mais pormenores.
As declarações surgem um dia depois de o líder norte-americano ter indicado que o encontro com o homólogo chinês, Xi Jinping, poderá realizar-se dentro de “cinco a seis semanas”, após o adiamento da reunião inicialmente prevista para o final de março.
Trump explicou, a partir da Casa Branca, que ambas as partes estão a trabalhar para reagendar a visita e assegurou que a China está de acordo com esse calendário, num contexto marcado pela guerra contra o Irão, que levou Washington a reajustar a agenda internacional do Presidente.
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A deslocação, que a Casa Branca previa entre 31 de março e o início de abril, não tinha sido oficialmente confirmada por Pequim, que habitualmente anuncia este tipo de visitas apenas poucos dias antes da sua realização.
A concretizar-se, será a primeira visita de um Presidente dos Estados Unidos à China desde a realizada pelo próprio Trump, em 2017, durante o seu primeiro mandato.