Um thriller político de alta voltagem que é uma comédia negra sobre os Estados Unidos de hoje – supremacistas brancos, revolucionários extremistas, paranoia política, sexo como poder e uma perseguição de automóveis que é poesia de alcatrão em movimento ondular – é o filme do ano. “Batalha atrás de batalha” ganhou seis Oscars, incluindo melhor filme, realizador, argumento adaptado (os três nos braços de Paul Thomas Anderson, que tem 55 anos e já somava 14 nomeações e 14 derrotas), mais ator secundário (Sean Penn) e elenco, a nova categoria inaugural da Academia.
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PT Anderson, um realizador que embala personagens à deriva ou a naufragar no espaço social sideral, disse apenas: “Vamos beber um Martini, isto é mesmo incrível”. Após três décadas de secura até esta noite, escolheu festejar com seráfica brandura alcoólica – e sem sequer uma casquinha de política.”Sou um cineasta, não sou um político”, disse anteriormente. E a PT Anderson, que é PT Anderson, tudo devemos perdoar.