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Concerto de Rodrigo Leão em Macau adiado devido a impacto da guerra na aviação

O concerto de Rodrigo Leão em Macau, programado para a próxima quarta-feira e adiado devido ao impacto da guerra no Irão nas ligações aéreas, realiza-se "em abril ou mais tarde", disse hoje à Lusa a organização.

O espetáculo realiza-se no âmbito da 15.ª edição do festival literário de Macau Rota das Letras, que arrancou na quinta-feira e decorre até dia 15 de março.

“Temos de ver quando é que a sala do grande auditório do Centro Cultural de Macau está disponível outra vez, em março já sei que é impossível. No mínimo vai ser em abril ou mais tarde, mas vamos tentar que seja em abril”, referiu à Lusa o diretor do festival, Ricardo Pinto.

O responsável notou que é necessário conciliar a disponibilidade do músico e da equipa, da sala do espetáculo, além de “ver se entretanto normalizaram os preços dos aviões”. “Estavam a pedir 30 mil patacas ou 40 mil patacas [cerca de 3.204 mil euros ou 4.273 mil euros], no mínimo, por cada voo em classe económica”, referiu.

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Em comunicado, divulgado no sábado nas redes sociais, o festival anunciou que o concerto “O Rapaz da Montanha” foi adiado “devido à instabilidade regional no Oriente Médio e ao impacto nas operações de voos internacionais”.

“Apesar dos melhores esforços da equipa de produção para garantir rotas alternativas, o cancelamento das ligações aéreas de origem impossibilitou a chegada a Macau conforme planeado”, lê-se.

Ainda de acordo com a nota, os ingressos já adquiridos permanecem válidos, embora o reembolso integral do bilhete seja possível para quem não puder comparecer na nova data a anunciar.

A edição deste ano do Festival Literário de Macau presta um tributo a Camilo Pessanha, no centenário da morte do poeta português. Na região então sob administração portuguesa, Pessanha foi professor de filosofia, conservador do Registo Predial e temporariamente juiz. Morreu em 01 de março de 1926 e ficou sepultado na cidade.

O programa do festival inclui ainda o jornalista e comentador político João Miguel Tavares, que publicou em outubro o livro “José Sócrates – Ascensão”, sobre as “falhas coletivas e institucionais”, na comunicação social e na justiça, que “conduziram a que o país se deixasse enganar”.

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Macau recebe também Miguel Carvalho, autor de “Por dentro do Chega. A face oculta da extrema-direita em Portugal”, que resulta de uma investigação que o jornalista e escritor fez ao longo de cinco anos.

Já o realizador português Tiago Guedes traz ao programa dois filmes: “A Herdade” e “Restos do Vento”. Guedes irá ainda encenar a peça de teatro “À Primeira Vista”, que assinala o regresso a Macau da atriz Margarida Vila-Nova, que viveu na cidade, onde protagonizou o filme “Hotel Império” (2018), do realizador português Ivo Ferreira.

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