Um balanço alternativo da organização Human Rights Activists in Iran (HRANA), sediada nos Estados Unidos, contabiliza 742 civis mortos, incluindo 176 crianças, destacando o impacto particularmente severo dos bombardeamentos sobre a população não combatente.
A crise humanitária agravou-se com denúncias de ataques a infraestruturas de saúde. Fatemeh Mohammadbeigi, membro da Comissão de Saúde do Parlamento iraniano, afirmou que nove hospitais foram atingidos, acusando diretamente Israel e os EUA de visarem unidades médicas.
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Entre os casos denunciados está o Hospital Gandhi, em Teerão. As Forças de Defesa de Israel negaram, contudo, que a unidade hospitalar tenha sido um alvo direto, afirmando que o ataque “não foi direcionado ao hospital”.
Apesar da negação israelita, o Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão voltou a acusar formalmente Israel e os Estados Unidos de terem atingido a mesma unidade de saúde, insistindo que se tratou de um ataque contra infraestruturas civis protegidas pelo direito internacional.
Os números de vítimas ainda não foram confirmados de forma independente, mas refletem uma rápida escalada do conflito e reforçam as preocupações da comunidade internacional quanto às consequências humanitárias da guerra, em particular no que diz respeito à proteção de civis e serviços essenciais.