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Ataque a escola no Irão que deixou pelo menos 175 mortos: o que realmente aconteceu?

Um ataque com mísseis atingiu a escola primária feminina Shajarah Tayyebeh, na cidade de Minab, no sul do Irão, matando pelo menos 175 pessoas e ferindo cerca de 96, segundo agências estatais e fontes hospitalares. O ataque ocorreu em meio a operações militares conjuntas dos Estados Unidos e Israel contra o Irão.

Imagens divulgadas nas redes sociais no sábado mostraram dezenas de pessoas ao redor do edifício desabado, no Irão, com mochilas e manuais escolares espalhados, confirmadas posteriormente por meios internacionais como o New York Times.

A escola estava repleta de alunas no momento do ataque, que provocou um rasto de destruição e mobilizou equipes de resgate para retirar os corpos e feridos dos escombros.

Segundo a UNESCO e outros órgãos da ONU, escolas são espaços protegidos pelo direito internacional humanitário. O ataque foi classificado como grave violação desses princípios, que protegem civis e instituições de ensino.

A investigação internacional sugere que a escola ficava próxima a uma base da Guarda Revolucionária Islâmica, mas não havia indícios de uso militar do edifício, indicando que o ataque pode ter sido um dano colateral.

Autoridades iranianas denunciaram o bombardeamento como “crime de guerra” e “crime contra a Humanidade”. Nem os Estados Unidos nem Israel confirmaram ataques à escola, mas afirmaram investigar relatos de danos a civis.

Ativistas e figuras internacionais, como a Prémio Nobel da Paz Malala Yousafzai, condenaram o ataque, destacando que crianças inocentes tiveram suas vidas interrompidas e pedindo responsabilização.

O Crescente Vermelho do Irão informou que ataques recentes em todo o país já causaram pelo menos 555 mortes, elevando a tensão e preocupação sobre a escalada do conflito na região.

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