Imagens divulgadas nas redes sociais no sábado mostraram dezenas de pessoas ao redor do edifício desabado, no Irão, com mochilas e manuais escolares espalhados, confirmadas posteriormente por meios internacionais como o New York Times.
A escola estava repleta de alunas no momento do ataque, que provocou um rasto de destruição e mobilizou equipes de resgate para retirar os corpos e feridos dos escombros.
Segundo a UNESCO e outros órgãos da ONU, escolas são espaços protegidos pelo direito internacional humanitário. O ataque foi classificado como grave violação desses princípios, que protegem civis e instituições de ensino.
The destroyed building is a primary school for girls in the south of Iran. It was bombed in broad daylight, when packed with young pupils.
Dozens of innocent children have been murdered at this site alone.
These crimes against the Iranian People will not go unanswered. pic.twitter.com/AVqiuolgWm
— Seyed Abbas Araghchi (@araghchi) February 28, 2026
A investigação internacional sugere que a escola ficava próxima a uma base da Guarda Revolucionária Islâmica, mas não havia indícios de uso militar do edifício, indicando que o ataque pode ter sido um dano colateral.
Autoridades iranianas denunciaram o bombardeamento como “crime de guerra” e “crime contra a Humanidade”. Nem os Estados Unidos nem Israel confirmaram ataques à escola, mas afirmaram investigar relatos de danos a civis.
Ativistas e figuras internacionais, como a Prémio Nobel da Paz Malala Yousafzai, condenaram o ataque, destacando que crianças inocentes tiveram suas vidas interrompidas e pedindo responsabilização.
O Crescente Vermelho do Irão informou que ataques recentes em todo o país já causaram pelo menos 555 mortes, elevando a tensão e preocupação sobre a escalada do conflito na região.