O Investimento Direto Estrangeiro (IDE) em Moçambique aumentou 37.5% no primeiro semestre de 2025, para 2.532 milhões de dólares (2.142 milhões de euros), impulsionado pelos Grandes Projetos (GP) – mega-investimentos estrangeiros de grande escala, normalmente ligados à exploração de recursos naturais – e concentrado na indústria extrativa, segundo dados oficiais.
A indústria extrativa captou 2.361 milhões de dólares, mantendo-se como principal destino do capital estrangeiro, de acordo com o mais recente relatório da balança de pagamentos do Banco de Moçambique. O setor de petróleo e gás absorveu cerca de 1.800 milhões de dólares, enquanto a extração de carvão somou 448 milhões de dólares.
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Entre os principais países de origem do IDE de janeiro a junho, os Países Baixos (36.3%) lideraram os fluxos, seguidos de Itália (19.4%), África do Sul (19.1%) e Maurícias (18.9%), refletindo a diversificação das entradas de capital entre a indústria extrativa, transformadora, imobiliária e de serviços.
O crescimento do IDE contrastou com o agravamento da conta corrente, cujo défice subiu para 1.365,8 milhões de dólares no primeiro semestre de 2025, pressionado pela deterioração da conta de serviços, que passou para um saldo negativo de 578,2 milhões de dólares.
Já a conta de bens registou uma melhoria, em termos homólogos, com o défice a reduzir-se para 262,5 milhões de dólares devido à queda de 8% nas importações, que totalizaram 3.872 milhões de dólares, apesar do recuo de 4.8% nas exportações, para 3.610 milhões de dólares.
A descida das receitas de carvão, influenciada por constrangimentos operacionais e pela queda do preço internacional, foi parcialmente compensada pelo aumento das vendas de gás natural e de alumínio, aponta o documento.