Segundo o responsável, o regime iraniano tem estado em conflito com os Estados Unidos há “47 anos”, ainda que nunca tenha declarado formalmente guerra. Hegseth acusou Teerão de estar por trás de ataques passados contra interesses norte-americanos, incluindo carros armadilhados em Beirute, disparos de rockets contra navios da Marinha dos EUA, atentados em embaixadas e explosões no Iraque e no Afeganistão atribuídas à Força Quds e à Guarda Revolucionária do Irão.
A operação foi justificada com base em informações de inteligência que apontam para a construção, pelo Irão, de mísseis e drones avançados que, segundo Hegseth, serviriam como “escudo” para ambições nucleares e para criar armas convencionais apontadas diretamente aos Estados Unidos. “O Irão tinha uma arma convencional apontada à nossa cabeça enquanto tentava enganar o mundo para conseguir uma bomba nuclear”, acrescentou.
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Hegseth sublinhou que a ofensiva foi cuidadosamente planeada para garantir máxima eficácia e precisão, minimizando danos colaterais. Ao mesmo tempo, enviou uma mensagem clara a Teerão: “Se ameaçarem ou matarem americanos em qualquer parte do mundo, nós vamos atrás de vocês e vamos neutralizar a ameaça”.

A operação acontece num contexto de crescente tensão regional envolvendo Israel, Irão e Estados Unidos, e levanta preocupações a nível internacional sobre uma possível escalada do conflito. Embora o governo norte-americano defenda a ação como necessária para proteger a segurança nacional, analistas internacionais alertam para os riscos de repercussões geopolíticas mais amplas, incluindo impacto nos mercados de energia e aumento das tensões no Médio Oriente.
Especialistas em segurança e política externa apontam ainda que a operação pode servir de alerta para países aliados e adversários, demonstrando a capacidade tecnológica e militar dos Estados Unidos, mas também sublinhando os desafios de manter estabilidade em regiões de conflito prolongado.