Em Juiz de Fora, a mais atingida, foram contabilizados 65 óbitos, entre eles crianças e adolescentes, enquanto sete mortes foram confirmadas em Ubá, conforme atualização das autoridades. O corpo do último desaparecido em Juiz de Fora, um menino de 9 anos, foi encontrado na noite de sábado no bairro Paineiras, encerrando as buscas na cidade. Em Ubá, uma pessoa permanece desaparecida, e esforços das equipes de busca continuam concentrados na região.
O impacto das chuvas foi devastador: além das vidas perdidas, milhares de moradores foram forçados a deixar suas casas. Em Juiz de Fora, mais de 500 pessoas dependem de abrigos públicos, e outras milhares estão desalojadas, refugiadas na casa de parentes ou amigos. Em Ubá, centenas de moradores também foram resgatados e realojados após a elevação do nível dos rios e o rompimento de encostas, o que agravou o risco de novos deslizamentos.
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Meteorologistas destacam que fevereiro de 2026 registrou volumes excepcionais de precipitação, com acumulados que superaram em muito a média histórica para a época, intensificando o quadro de risco e dificultando os esforços de resposta emergencial. Chuvas contínuas e o solo saturado aumentaram o perigo de novos deslizamentos, levando autoridades a recomendar que moradores não retornem às áreas ainda instáveis, mesmo após o recuo dos temporais.
A tragédia tem repercussão nacional e internacional. Autoridades federais, estaduais e municipais participam de ações coordenadas de assistência, enquanto lideranças religiosas e instituições civis expressam solidariedade às famílias afetadas pela calamidade. O presidente visitou as áreas devastadas, prometendo apoio na reconstrução e no atendimento às necessidades básicas das comunidades atingidas.
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Analistas climáticos ressaltam que eventos extremos como esse estão mais frequentes e intensos, em parte associados a variações climáticas que elevam a probabilidade de episódios de chuva intensa em grandes volumes em curtos períodos. A tragédia em Minas Gerais coloca novamente em evidência a necessidade de investimentos em sistemas de alerta, infraestrutura resiliente e políticas de adaptação ao clima, especialmente em regiões urbanas com grandes contingentes populacionais vivendo em áreas de risco geológico e hidrológico.