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Chuvas e cheias deixam ao menos 72 mortos em Minas Gerais (com vídeo)

As fortes chuvas que atingiram a Zona da Mata, no estado de Minas Gerais, provocaram uma das mais graves tragédias climáticas da região nos últimos anos, com um balanceamento oficial de pelo menos 72 mortes confirmado pela Polícia Civil mineira neste domingo (1º de março). As precipitações intensas, que começaram no final de fevereiro, desencadearam enchentes, deslizamentos de terra e o colapso de imóveis, sobretudo nas cidades de Juiz de Fora e Ubá, deixando um rastro de destruição e mobilizando equipes de resgate em operações contínuas.

Em Juiz de Fora, a mais atingida, foram contabilizados 65 óbitos, entre eles crianças e adolescentes, enquanto sete mortes foram confirmadas em Ubá, conforme atualização das autoridades. O corpo do último desaparecido em Juiz de Fora, um menino de 9 anos, foi encontrado na noite de sábado no bairro Paineiras, encerrando as buscas na cidade. Em Ubá, uma pessoa permanece desaparecida, e esforços das equipes de busca continuam concentrados na região.

O impacto das chuvas foi devastador: além das vidas perdidas, milhares de moradores foram forçados a deixar suas casas. Em Juiz de Fora, mais de 500 pessoas dependem de abrigos públicos, e outras milhares estão desalojadas, refugiadas na casa de parentes ou amigos. Em Ubá, centenas de moradores também foram resgatados e realojados após a elevação do nível dos rios e o rompimento de encostas, o que agravou o risco de novos deslizamentos.

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Meteorologistas destacam que fevereiro de 2026 registrou volumes excepcionais de precipitação, com acumulados que superaram em muito a média histórica para a época, intensificando o quadro de risco e dificultando os esforços de resposta emergencial. Chuvas contínuas e o solo saturado aumentaram o perigo de novos deslizamentos, levando autoridades a recomendar que moradores não retornem às áreas ainda instáveis, mesmo após o recuo dos temporais.

A tragédia tem repercussão nacional e internacional. Autoridades federais, estaduais e municipais participam de ações coordenadas de assistência, enquanto lideranças religiosas e instituições civis expressam solidariedade às famílias afetadas pela calamidade. O presidente visitou as áreas devastadas, prometendo apoio na reconstrução e no atendimento às necessidades básicas das comunidades atingidas.

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Analistas climáticos ressaltam que eventos extremos como esse estão mais frequentes e intensos, em parte associados a variações climáticas que elevam a probabilidade de episódios de chuva intensa em grandes volumes em curtos períodos. A tragédia em Minas Gerais coloca novamente em evidência a necessidade de investimentos em sistemas de alerta, infraestrutura resiliente e políticas de adaptação ao clima, especialmente em regiões urbanas com grandes contingentes populacionais vivendo em áreas de risco geológico e hidrológico.

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