Palmerston, um gato preto e branco resgatado do abrigo Battersea Dogs and Cats Home, tornou-se uma figura improvável da diplomacia britânica ao assumir funções oficiais no Foreign Office em 2016, durante um período politicamente conturbado. Oficialmente responsável pelo controlo de ratos nos edifícios governamentais em Whitehall, o animal rapidamente se tornou numa mascote mediática, conquistando milhares de seguidores nas redes sociais e ganhando notoriedade junto de diplomatas e funcionários.
Após quatro anos de serviço, o gato aposentou-se em 2020, no contexto da pandemia de Covid-19, anunciando simbolicamente a sua saída numa carta, na qual explicava que pretendia uma vida mais tranquila, dedicada a explorar o campo e subir árvores.
Em 2025, Palmerston regressou à vida pública ao acompanhar o governador britânico Andrew Murdoch para as Bermudas, assumindo o título informal de “consultor de relações felinas (semi-reformado)”. Segundo a mensagem divulgada após a sua morte, Palmerston tornou-se “um membro especial da equipa da Government House e um querido elemento da família”, sendo lembrado como um companheiro afetuoso e de natureza gentil.
Nascido em 2014, o gato passou de animal resgatado a símbolo peculiar da vida pública britânica, continuando a longa tradição de gatos nos edifícios governamentais do Reino Unido, que remonta a séculos de presença felina em parlamentos e ministérios.
Durante o seu tempo como “chief mouser”, Palmerston tornou-se numa figura mediática constante, aparecendo em fotografias e vídeos ao lado de políticos, recebendo atenção da imprensa internacional e mantendo a reputação de felino carismático e diligente no controlo de ratos.
A morte de Palmerston marca o fim de uma era para o Foreign Office, onde os gatos historicamente desempenharam papéis simbólicos e funcionais, lembrando que até nos corredores do poder há espaço para companheiros de quatro patas.