Vera Daves de Sousa foi a convidada da V edição do programa “Conversas Economia 100 Makas”, do jornalista angolano Carlos Rosado de Carvalho, que abordou o tema “OGE 2026, as Empresas e as Famílias”, em que o setor da educação foi dos mais destacados nas preocupações quanto à fatia disponibilizada no Orçamento Geral do Estado 2026, cerca de 7% das despesas públicas.
A titular da pasta das Finanças de Angola referiu, a propósito, que na linha de financiamento de Portugal, além da reabilitação de infraestruturas da urbanização Nova Vida, em Luanda, o Estado conseguiu também encaixar a construção de escolas. A governante angolana disse que estão a ser construídas infraestruturas escolares, mas o Estado não consegue acompanhar a taxa de crescimento populacional.
“Não estamos a conseguir acompanhar a velocidade com que mais crianças se tornam elegíveis para fazer parte do sistema de ensino, por isso que para 2025 foi criado um programa específico “Minha Escola, Meu Futuro”, em que estamos a buscar um financiamento específico só para construir escolas”, referiu.
Segundo a ministra, este é um sinal de que o Executivo reconhece que está “a andar devagar nesse domínio de construção de infraestruturas escolares”. Vera Daves de Sousa admitiu que tem sido dada “pouca atenção à educação comparativamente a outros setores”, um assunto que preocupa o Presidente angolano, João Lourenço.
“Temos sido continuamente desafiados pelo Titular do Poder Executivo a fazê-lo [dar mais atenção à educação], desafia-nos continuamente”, destacou a ministra.
“Chama-nos frequentemente para saber como é que está o progresso relativamente a alguns projetos do ensino superior que têm fontes de financiamento identificadas e estão a demorar para ser ativadas, não são poucas as vezes que o Titular do Poder Executivo nos chama e nos cobra que se feche o quanto antes”, acrescentou.
De acordo com a ministra, desde meados de 2025 que o Presidente tem exigido a identificação de uma fonte de financiamento estável para construir mais escolas, para não depender exclusivamente de recursos ordinários do tesouro. “Na sua última deslocação a Portugal, ele próprio solicitou isso às autoridades portuguesas e por isso conseguimos encaixar na linha de Portugal”, sublinhou.
O facto de ter sido iniciativa própria do Presidente angolano, afirmou, “demonstra a preocupação ao mais alto nível com o tema e com a necessidade de dar outra velocidade

