“Temos uma capacidade imediata, nos próximos meses, de mobilizar 200 milhões [de dólares, 170 milhões de euros]. E, dependendo das necessidades, veremos como podemos alargar esse programa”, disse o diretor do Grupo Banco Mundial para Moçambique, Fily Sissoko, após uma reunião, na Presidência da República em Maputo, com o Presidente moçambicano, Daniel Chapo.
O encontro, que serviu para apresentar ao chefe de Estado o novo Quadro de Parceria (CPF) a cinco anos, de cerca de 3.000 milhões de dólares (2.550 milhões de euros), permitiu, explicou Sissoko, debater o apoio do Banco Mundial na “resposta às inundações” no país.
“Para garantir que o nosso apoio fosse reforçado. E vamos ter outra reunião de acompanhamento com o ministro Valá [Salim Valá, ministro da Planificação e Desenvolvimento], na quarta-feira, para discutir o programa do Governo e a forma como podemos realmente aumentar a escala”, acrescentou o responsável.
Leia mais sobre o assunto: Chuvas já mataram 223 pessoas em Moçambique
No final do encontro na Presidência da República, a ministra das Finanças de Moçambique, Carla Loveira, destacou, no âmbito da parceria com o Grupo Banco Mundial, “duas linhas adicionais” colocadas à disposição do país, uma das quais de “prevenção para a resiliência”, de 450 milhões de dólares (382 milhões de euros), para vigorar durante três anos.
Acresce um apoio emergencial de 20 milhões de dólares (17 milhões de euros), já disponibilizado, para financiar ações urgentes no âmbito das cheias.
“Essencialmente para aquisição de alimentos, para aquisição de medicamentos e também para aquisição de produtos sanitários de emergência”, disse Carla Loveira.