Entre 1 e 15 de fevereiro, período marcado pela passagem das depressões Leonardo e Marta e por sistemas frontais associados às depressões Vils e Oriana, o total de precipitação acumulada atingiu os 223,5 milímetros. Este valor corresponde a 304% do normal climatológico, ou seja, cerca de três vezes acima da média de referência 1991-2020.
De acordo com o IPMA, grande parte do território continental já regista valores entre 300% e 400% do normal, chegando mesmo a ultrapassar os 500% em localidades como Mora, Lavradio e Alvalade do Sado.
Este fevereiro excecional sucede-se a um janeiro igualmente marcado pela chuva. O primeiro mês de 2026 foi o segundo mais chuvoso desde o ano 2000 e o 14.º mais chuvoso desde que há registos, influenciado pela passagem de cinco depressões — Francis, Goreti, Ingrid, Joseph e Kristin, esta última com impactos significativos na região Centro. Em muitas zonas do Centro e Sul, a precipitação mensal situou-se entre 250% e 350% do normal. Durante esse período, foi ainda registada uma rajada máxima de vento de 177,8 km/h na Base Aérea de Monte Real.
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Com novembro e dezembro de 2025 já classificados como o terceiro e o sétimo meses mais chuvosos desde 2000, respetivamente, o atual inverno destaca-se como o segundo mais chuvoso desde 2000 e o oitavo mais chuvoso desde o início dos registos meteorológicos.
Entre novembro e 15 de fevereiro, o total acumulado de precipitação ascendeu a 819,2 milímetros, o equivalente ao dobro da média climatológica, sendo o sétimo valor mais elevado desde 1931. Mais de metade dos distritos já atingiu ou ultrapassou o valor médio anual de precipitação e, no distrito de Faro, o acumulado já supera a média de um ano completo.
O IPMA recorda ainda que 2025 foi o terceiro ano mais chuvoso desde 2000, com um total anual de 1064,8 milímetros (130% do normal), e simultaneamente o quinto mais quente desde que há registos, marcado por seis ondas de calor, uma das quais com características consideradas excecionais.