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Tempestades destroem cerca de oito milhões de árvores na região de Leiria

A região de Leiria foi severamente afetada pelas recentes tempestades que atingiram o país, com a destruição estimada de mais de cerca de oito milhões de árvores, segundo um levantamento divulgado pelo jornal Expresso. Os números revelam um impacto ambiental sem precedentes, com consequências profundas para a floresta, a economia local e o equilíbrio dos ecossistemas.

As depressões que atravessaram o território potuguês nas últimas semanas, com vento forte e precipitação intensa, tiveram especial incidência no distrito de Leiria, onde extensas áreas florestais foram arrasadas. Uma das zonas mais atingidas foi a Mata Nacional de Leiria, património histórico e ambiental do país, onde milhares de hectares de pinhal ficaram parcial ou totalmente destruídos, com os números a aproximarem-se dos oito milhões.

De acordo com o Expresso, a queda maciça de árvores não se limitou a áreas florestais. Também em zonas urbanas e periurbanas, o vento derrubou árvores de grande porte, provocando estragos em estradas, habitações, infraestruturas elétricas e redes de comunicações, além de ter dificultado o acesso a várias localidades durante dias.

Especialistas alertam que o impacto vai muito além da perda imediata do coberto vegetal. A acumulação de madeira caída aumenta significativamente o risco de incêndios florestais nos próximos meses, caso não sejam realizadas operações rápidas de limpeza e gestão do material lenhoso. Acrescem ainda os efeitos na biodiversidade, com a destruição de habitats e a perturbação de corredores ecológicos.

As autarquias e entidades responsáveis pela gestão florestal estão a proceder ao levantamento detalhado dos prejuízos e à definição de prioridades para a remoção de árvores caídas e para a recuperação das áreas mais afetadas. O processo deverá prolongar-se ao longo de vários meses, dada a dimensão da devastação.

O caso da região de Leiria surge como um dos exemplos mais expressivos dos efeitos de fenómenos meteorológicos extremos em Portugal, reacendendo o debate sobre a resiliência das florestas, a necessidade de uma gestão florestal mais eficaz e a adaptação do território às alterações climáticas.

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