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China: Japão não está qualificado para um lugar permanente no Conselho de Segurança

O representante permanente da China junto das Nações Unidas (ONU), Fu Cong, afirmou na passada sexta-feira que o Japão não está qualificado para um lugar permanente no Conselho de Segurança, citando a recusa de Tóquio em reconhecer o seu historial de agressão e a sua interferência na soberania de outros países

Plataforma com Xinhua

Falando na segunda reunião das Negociações Intergovernamentais sobre a Reforma do Conselho de Segurança, durante a 80.ª sessão da Assembleia Geral da ONU, Fu Cong defendeu que o Conselho deve evoluir para reflectir a ascensão do “Sul Global”, em vez de funcionar como um “clube de países grandes e ricos”.

Sublinhou que qualquer reforma deve garantir um processo de decisão mais democrático e representativo dos interesses colectivos da comunidade internacional.

Durante a sua intervenção, Fu Cong criticou explicitamente o Japão, afirmando que um país que “pisoteia a ordem internacional do pós-guerra” e representa uma ameaça à paz regional não pode esperar ser elevado ao estatuto de membro permanente.

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Salientou ainda que qualquer país que procure representar uma região deve defender genuinamente os interesses dessa região e possuir amplo reconhecimento por parte dos Estados vizinhos.

Fu Cong destacou que a tendência para um mundo multipolar é irreversível e observou que cresce entre os Estados-membros a oposição ao conceito de “membro permanente para toda a vida”.

Em alternativa, a China mostrou abertura a propostas que envolvam lugares regionais ou rotativos. Fu Cong sugeriu que esses mecanismos reflectem o pensamento mais recente dos Estados-membros e oferecem um caminho mais viável do que simplesmente expandir as categorias actuais de membros permanentes e não permanentes.

“O Conselho de Segurança nunca deve ser reduzido a um clube de países grandes e ricos”, afirmou Fu Cong. “A reforma não deve beneficiar apenas um número muito reduzido de países.”

Quanto à direcção específica da reforma, Fu Cong assinalou que, apesar de as Nações Unidas terem sido criadas há mais de 80 anos, 59 Estados-membros nunca integraram o Conselho de Segurança.

Instou a comunidade internacional a reforçar a voz dos países em desenvolvimento e a proporcionar oportunidades a países pequenos e médios com políticas externas independentes.

“Devemos corrigir a injustiça histórica sofrida por África e dar prioridade, com disposições especiais, às reivindicações africanas”, acrescentou.

A concluir, Fu Cong apelou a uma visão estratégica e de longo prazo sobre o futuro do Conselho. Afirmou que, enquanto principal órgão responsável pela paz e segurança internacionais, o Conselho de Segurança deve olhar para além do actual panorama geopolítico para enfrentar eficazmente os complexos desafios futuros.

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