Embora Yoon tenha reconhecido que a sua tentativa de impor um governo militar causou “frustração”, sustentou que foi uma medida tomada “exclusivamente pelo bem do país”. “Peço profundas desculpas ao povo pela frustração e dificuldades que causei devido às minhas próprias limitações, apesar da minha determinação em salvar o país”, afirmou Yoon num comunicado divulgado através do seu advogado.
Yoon classificou a sentença do tribunal como “difícil de aceitar”, mas não deu qualquer indicação de que vá recorrer. Não ficou claro quando Yoon, de 65 anos, se tornará elegível para liberdade condicional, embora a maioria dos reclusos condenados a prisão perpétua possa normalmente solicitá-la após 20 anos.
O juíz presidente, Ji Gwi-yeon, afirmou que Yoon enviou tropas para o edifício da Assembleia Nacional da Coreia do Sul com o objetivo de silenciar opositores políticos que travaram os seus esforços para governar. “O tribunal considera que a intenção era paralisar a assembleia por um período considerável”, declarou Ji no Tribunal Distrital Central de Seul.
Yoon interrompeu a emissão televisiva à meia-noite de 3 de dezembro de 2024 para fazer um discurso surpresa ao país. Apontando para vagas ameaças de influência da Coreia do Norte e para perigosas “forças anti-estatais”, declarou a suspensão do governo civil e o início do regime militar.
A lei marcial foi levantada cerca de seis horas depois, após os deputados se dirigirem ao edifício da assembleia, em Seul, para realizar uma votação de emergência.

