O USS Abraham Lincoln lidera um grupo de ataque que inclui três destroyers de mísseis guiados, transporta 90 aeronaves, incluindo caças F-35, e tem uma tripulação de 5.680 pessoas. O porta-aviões terá sido enviado para a região do Golfo no final de janeiro, mas só agora foi localizado em imagens de satélite, a cerca de 700 km da costa iraniana, junto ao Omã.
Os Estados Unidos enviaram também o USS Gerald R. Ford, o maior porta-aviões do mundo, para o Médio Oriente, com chegada prevista à região nas próximas três semanas.
A presença do Abraham Lincoln integra um reforço militar norte-americano na região nas últimas semanas. O BBC Verify tem monitorizado um aumento do número de destroyers, navios de combate e caças norte-americanos na região.
Imagens de satélite do sistema europeu Sentinel-2 mostram o porta-aviões a cerca de 240 km da costa de Omã, no Mar Arábico. Desde a entrada da embarcação na região em janeiro que não tinha sido detetada, devido à cobertura limitada de satélites em alto-mar.
No total, 12 navios norte-americanos foram localizados no Médio Oriente através de monitorização por satélite, incluindo o USS Abraham Lincoln e os três destroyers Arleigh Burke que compõem o grupo de ataque, dois destroyers com capacidade para lançamentos de mísseis de longo alcance, e três navios especializados posicionados na base naval de Barém. Outros destroyers foram observados no Mediterrâneo oriental, junto à base dos EUA em Souda Bay, e um outro no Mar Vermelho.
A movimentação de aeronaves norte-americanas na região também aumentou, com mais caças F-15 e EA-18 na base aérea Muwaffaq Salti, na Jordânia, bem como maior tráfego de aviões de carga, reabastecimento e comunicações provenientes dos EUA e da Europa.
Refira-se que as autoridades dos Estados Unidos e do Irão vão reunir-se na terça-feira na Suíça para a segunda ronda de negociações. O Irão afirma que o encontro irá centrar-se no seu programa nuclear e na possível suspensão das sanções económicas impostas pelos EUA, embora Washington tenha indicado que poderá também abordar outras questões de segurança regional.

