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Deputada de Macau pede voos diretos para países lusófonos

A deputada Song Pek Kei defendeu hoje a criação de ligações aéreas diretas entre Macau e os Países de Língua Portuguesa, com o objetivo de "enriquecer a rede aérea" da região

Lusa

“Importa lançar medidas de incentivo para estimular os operadores do setor [aéreo] a explorarem mais rotas diretas internacionais, podendo dar prioridade à expansão da rede de voos diretos com os Países de Língua Portuguesa e espanhola,” afirmou Song Pek Kei, numa intervenção na Assembleia Legislativa.

A Lei da Atividade da Aviação Civil de Macau entrou em vigor este ano, abrindo portas à liberalização do setor.

Song Pek Kei disse que, com a entrada em vigor desta legislação, o Governo “deve acelerar” o ajustamento da estrutura de serviços e “aproveitar bem” os recursos para desenvolver mais rotas com escalas e conexões.

“Tendo como referência as experiências de outras regiões, importa lançar medidas de incentivo para estimular os operadores do setor a explorarem mais rotas diretas internacionais,” acrescentou.

Song Pek Kei não é a primeira deputada a propor ao Governo a criação de novas rotas aéreas que liguem a região chinesa à Europa.

Em dezembro, também Ip Sio Kai defendeu o estabelecimento de uma ligação aérea direta com Lisboa, para promover os negócios entre os Países de Língua Portuguesa e a Europa.

Ip sugeriu que o Governo conceda subsídios para a abertura deste voo de longo curso e que lance promoções de alojamento, transporte e atividades culturais para atrair turistas para Macau.

Em resposta a Ip Sio Kai, o presidente da Autoridade de Aviação Civil, Pun Wa Kin, afirmou que o Governo “atribui grande importância” ao desenvolvimento da aviação, “em particular ao seu papel na promoção da diversificação económica”.

“No entanto, nas operações comerciais, as companhias aéreas consideram frequentemente a procura do mercado, os custos operacionais, os benefícios a longo prazo e a competitividade da rota, antes de decidirem lançar novos voos”, declarou Pun Wa Kin.

Quando Ip sugeriu que o Governo poderia subsidiar a rota, Pun respondeu que esse apoio “envolve políticas setoriais diferentes” e que “o Governo da RAEM precisa de analisar a questão de forma abrangente, sob todos os aspetos”.

Em julho 2025, também o deputado português de Macau José Pereira Coutinho tinha defendido o lançamento de “rotas aéreas diretas para a Europa, nomeadamente para Portugal”.

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