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Eleição de Seguro gera reações em Macau e no estrangeiro

António José Seguro foi eleito Presidente da República após uma segunda volta marcada por elevada participação e por um contexto político polarizado. A vitória gerou reações imediatas junto da diáspora portuguesa em Macau e de líderes internacionais

Plataforma com Lusa

Eleitores lusodescendentes e de etnia chinesa em Macau cumpriram, no domingo, o dever de voto para escolher o chefe de Estado português. No Brasil, o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva saudou a vitória de António José Seguro como um sinal de força da democracia, sublinhando a importância do momento político para Portugal, a Europa e as relações internacionais.

Em Macau, a votação decorreu no Consulado-Geral de Portugal em Macau e Hong Kong, onde eleitores de várias idades e origens afirmaram à agência Lusa que votar é um “dever cívico”, apesar de muitos acompanharem apenas de forma limitada a política portuguesa.

As preferências dividiram-se entre António José Seguro e André Ventura, com alguns votantes a justificarem as suas escolhas com base em valores democráticos, questões partidárias ou preocupações com imigração e estabilidade social. Houve também quem votasse sem preferência definida, apenas por sentido de responsabilidade.

O processo eleitoral em Macau foi ainda marcado pela circulação de mensagens falsas nas redes sociais, alegando que a abstenção poderia levar à exclusão dos cadernos eleitorais, informação entretanto desmentida oficialmente pelo Consulado-Geral.

Na primeira volta, votaram em Macau 2374 eleitores, correspondendo a 4.11% dos inscritos, com Luís Marques Mendes a vencer localmente. Já a nível nacional, António José Seguro acabou por triunfar na segunda volta, tornando-se o Presidente da República eleito com o maior número de votos expressos desde 1976.

A vitória foi saudada pelo Presidente brasileiro, Lula da Silva, que considerou o resultado “uma vitória da democracia” e garantiu que o Brasil continuará a trabalhar em parceria com Portugal, reforçando as relações bilaterais, o multilateralismo e o desenvolvimento sustentável, num momento que classificou como particularmente relevante para a Europa e o mundo.

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