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China: Reunião da APEC irá impulsionar a cooperação regional

A 33.ª Reunião dos Líderes Económicos da Cooperação Económica Ásia-Pacífico (APEC), a realizar em novembro, irá injetar um forte impulso na cooperação regional na Ásia-Pacífico e proporcionar maior previsibilidade e estabilidade, afirmou o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros da China, Ma Zhaoxu

Xinhua

Este ano assinala o “Ano da China” na APEC, sob o tema “Construir uma Comunidade Ásia-Pacífico para Prosperar em Conjunto”. A China acolherá em novembro a 33.ª Reunião dos Líderes Económicos da APEC. “Este tema obteve apoio unânime e amplo das economias da APEC”, disse Ma numa entrevista à agência noticiosa Xinhua.

A Cooperação Económica Ásia-Pacífico (APEC) é o mecanismo de cooperação económica de mais alto nível, com maior abrangência e influência na região Ásia-Pacífico, declarou Ma à agência.

A quarta sessão plenária do 20.º Comité Central do Partido Comunista da China, realizada em outubro passado, salientou que o mundo atual enfrenta mudanças e perturbações, com o agravamento das tensões, a ascensão do unilateralismo e do protecionismo e sérios desafios à ordem económica e comercial internacional, afirmou.

Acrescentou ainda que a região Ásia-Pacífico se encontra numa encruzilhada, enquanto a cooperação internacional enfrenta um momento crítico, de avanço ou retrocesso.

Neste contexto, o papel da China como anfitriã da reunião da APEC de 2026 tem um significado que vai muito além da própria APEC e mesmo da região Ásia-Pacífico, disse.

Como motor da cooperação regional, defensora do multilateralismo e um dos principais motores da economia mundial, a organização da 33.ª Reunião dos Líderes Económicos da APEC demonstra plenamente o sentido de responsabilidade da China enquanto grande país, salientou Ma.

“Isto não só dará um forte impulso à cooperação regional na Ásia-Pacífico, como também proporcionará maior previsibilidade, estabilidade e dinâmica positiva para o crescimento económico global e a colaboração internacional”, afirmou.

Observando que o “Ano da China” da APEC em 2026 coincide com o primeiro ano do 15.º Plano Quinquenal da China – período durante o qual o país aprofundará reformas e ampliará a abertura -, Ma disse que, enquanto anfitriã, a China desempenhará um papel de liderança na integração económica regional e na promoção do desenvolvimento de uma comunidade Ásia-Pacífico.

A visão de construir uma comunidade Ásia-Pacífico deve traduzir-se em ações concretas, afirmou Ma, acrescentando que, para o “Ano da China” da APEC 2026, abertura, inovação e cooperação são três prioridades.

“Abertura” refere-se à promoção de uma economia aberta, à oposição ao protecionismo e ao avanço da liberalização e facilitação do comércio e do investimento, explicou. “Inovação” significa adotar um modelo de desenvolvimento impulsionado pela inovação, promover novas forças produtivas de qualidade e criar novos motores de crescimento para a cooperação da APEC. “Cooperação” passa por aproveitar as vantagens comparativas das economias da APEC, reforçar a coordenação de políticas e a troca de experiências para alcançar benefícios mútuos, acrescentou.

“Estas prioridades receberam amplo apoio das economias da APEC”, disse. Este ano marca também a terceira vez que a China acolhe uma reunião da APEC. Chen Xu, presidente da Reunião de Altos Funcionários (SOM, na sigla em inglês) da APEC 2026, recordou que, em 2001 e 2014, a China organizou encontros da APEC que deixaram uma marca duradoura na história da organização.

A China tem participado ativamente na cooperação prática em vários domínios no âmbito da APEC e tem trabalhado com todas as partes para promover uma economia aberta na Ásia-Pacífico, afirmou Chen numa entrevista separada à Xinhua.

Chen indicou que a China organizará cerca de 300 atividades ao longo do ano, incluindo reuniões de altos funcionários e encontros ministeriais. O país está a realizar a primeira SOM e reuniões associadas em Guangzhou entre 1 e 10 de fevereiro.

A SOM constitui o principal canal para avançar a cooperação da APEC e preparar os resultados da Reunião de Líderes. Este ano, além da primeira sessão em Guangzhou, as reuniões terão lugar também em Xangai, em maio, e em Dalian, em agosto, disse Chen.

Acrescentou ainda que, entre maio e outubro, serão organizadas dez reuniões ministeriais temáticas por várias autoridades chinesas em locais como Pequim, Chengdu, Hangzhou, Nanjing, Suzhou, Hong Kong e Macau.

“Essas reuniões abrangerão uma vasta gama de áreas, como energia, transportes, economia digital, segurança alimentar, recursos humanos, comércio, finanças, turismo, pequenas e médias empresas e assuntos das mulheres”, acrescentou.

“Os preparativos para as reuniões da APEC 2026 estão em pleno andamento, com todas as tarefas a progredirem sem problemas”, concluiu.

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