Vladimir Alexeyev é um dos principais responsáveis da Direção Principal do Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia (GRU) e é o mais recente alto oficial a ser alvo de um ataque em Moscovo desde o início da invasão em grande escala da Ucrânia, há quase quatro anos. O general encontra-se sob sanções da União Europeia, após o GRU ter sido acusado de estar por detrás do ataque com agente nervoso em Salisbury, no Reino Unido, em 2018.
O Comité de Investigação da Rússia confirmou a abertura de um processo-crime por tentativa de homicídio. “A vítima foi hospitalizada numa das unidades de saúde da cidade”, afirmou a porta-voz do organismo, Svetlana Petrenko.
Durante a guerra na Ucrânia, Alexeyev teve um papel relevante, tendo participado em negociações com representantes ucranianos durante o cerco russo a Mariupol, em 2022. Em 2023, foi igualmente enviado para negociar com o líder do grupo mercenário Wagner, Yevgeny Prigozhin, durante a curta e violenta rebelião contra o Kremlin.
As autoridades russas ainda não identificaram os responsáveis pelo ataque, ocorrido num bloco de apartamentos na estrada de Volokolamsk. Nos últimos anos, vários oficiais militares de topo foram visados na capital russa. Em janeiro, um cidadão uzbeque foi condenado pelo homicídio do general Igor Kirillov, morto numa explosão em 2024, ataque reivindicado pela Ucrânia. Em dezembro de 2025, outro tenente-general do GRU, Fanil Sarvarov, morreu na sequência da explosão de um engenho colocado debaixo do seu automóvel em Moscovo.