Os dois chefes de Estado conversaram hoje por telefone, um dia após a inauguração, pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, do seu “Conselho da Paz”, que deve trabalhar para a resolução de conflitos e é amplamente considerado um concorrente da ONU.
Embora a China e o Brasil tenham recebido um convite para participar no “Conselho da Paz”, o relato da conversa entre os presidentes Xi e Lula não menciona essa organização.
A China e o Brasil “devem posicionar-se resolutamente do lado certo da história, defender melhor os interesses comuns dos dois países e do Sul Global e defender juntos o papel central das Nações Unidas e os princípios de equidade e justiça internacionais”, afirmou Xi, citado pela imprensa chinesa.
Xi também defendeu “a reforma e a melhoria da governação global”.
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A China indicou ter sido convidada pelos Estados Unidos para participar no “Conselho da Paz”, mas até agora não se pronunciou sobre se aceitaria ou não.
A China, segunda potência económica mundial e membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, defende tradicionalmente o sistema da ONU, ao mesmo tempo que exige reformas.
A China e o Brasil fazem parte do grupo BRICS+, uma aliança ampliada de países emergentes que se reúnem em cimeiras anuais.
Em agosto de 2025, Xi disse a Lula que os dois países poderiam servir de exemplo de “independência” para outros países emergentes.