O acidente aconteceu por volta das 19h45 locais, quando um comboio de alta velocidade da operadora Iryo, que seguia de Málaga para Madrid, descarrilou em Adamuz e invadiu a via contrária, colidindo com um comboio Renfe Alvia que seguia de Madrid para Huelva, disseram fontes regionais.
Mais de 150 pessoas ficaram feridas, muitas delas com gravidade, e dezenas continuam hospitalizadas em várias unidades de saúde, incluindo casos em estado crítico.
O impacto foi descrito como violento, com várias carruagens projetadas para fora dos carris e algumas a cair por um aterro. Os serviços de emergência recorreram a maquinaria pesada para aceder aos vagões mais danificados e socorrer sobreviventes, enquanto equipas forenses recolhem amostras de ADN para identificar as vítimas.
O Governo espanhol declarou três dias de luto nacional e o primeiro-ministro, Pedro Sánchez, cancelou compromissos oficiais para se deslocar ao local do acidente e acompanhar a resposta ao desastre.
Fontes citadas pela imprensa indicam que uma junta defeituosa nos carris poderá ter provocado o descarrilamento que levou à colisão, embora as investigações oficiais ainda estejam em curso.
O acidente é um dos mais graves da história ferroviária recente em Espanha e ocorre num troço de linha reabilitado recentemente, levando as autoridades a prometer uma investigação completa para apurar todas as causas do desastre.