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Quem apoia António José Seguro na segunda volta das presidenciais em Portugal

Com a confirmação de que António José Seguro e André Ventura vão disputar a segunda volta das presidenciais, marcada para 8 de fevereiro de 2026, começam a emergir os primeiros posicionamentos públicos dos candidatos derrotados e dos partidos que os apoiaram, ainda que o mapa de apoios continue a evoluir.

No campo da esquerda, multiplicam-se os sinais de apoio a António José Seguro, visto como o candidato que melhor poderá impedir a eleição do líder do Chega. Os co-porta-vozes do Livre, Rui Tavares e Isabel Mendes Lopes, anunciaram que a formação deverá apoiar Seguro na segunda volta, sublinhando que a decisão ainda será formalizada internamente, mas assegurando existir uma “certeza clara” de que o partido estará “do lado da democracia e da defesa da Constituição”. Os dirigentes criticaram também a falta de um posicionamento do PSD num momento que consideram decisivo.

Outras figuras de referência da esquerda, como Catarina Martins, antiga coordenadora do Bloco de Esquerda, e Jorge Pinto, candidato ligado ao Livre, já haviam deixado indicações públicas de que tencionam apoiar António José Seguro, embora sem formalizar ainda uma decisão definitiva, que deverá ser anunciada nos próximos dias.

O PCP também já começou a posicionar-se. O antigo candidato presidencial António Filipe admitiu que muitos dos seus eleitores optaram por votar em Seguro na primeira volta, movidos pelo receio de um confronto entre dois candidatos mais à direita na segunda volta. Apesar de ter apelado à derrota das propostas que classificou como “reacionárias” de André Ventura, António Filipe enfatizou que esse apoio não significa uma adesão total ao projeto político de Seguro, mas antes uma escolha estratégica para impedir a vitória do candidato da extrema-direita.

Por seu lado, o PSD optou pela neutralidade. O líder do partido e primeiro-ministro, Luís Montenegro, afirmou que o espaço político social-democrata “não estará representado nesta segunda volta” e garantiu que o partido não dará qualquer indicação de voto. Uma posição semelhante foi assumida por outros candidatos com resultados relevantes na primeira volta, como Luís Marques Mendes e João Cotrim de Figueiredo, que preferiram não declarar apoio explícito a nenhum dos finalistas, deixando a decisão aos seus eleitores.

À entrada para a segunda volta, António José Seguro reúne apoios claros ou em processo de formalização à esquerda, enquanto vários partidos e candidatos derrotados optam pela neutralidade. O eleitorado do centro e da direita, ainda sem orientação definida, poderá ser determinante para o desfecho final desta eleição.

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