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Hospital de São José entrega corpo errado no velório do cunhado de Goucha e provoca choque na família

A família de Mário Nunes, irmão de Rui Oliveira, companheiro de Manuel Luís Goucha, viveu momentos de profundo choque após um erro grave cometido pelo Hospital de São José, em Lisboa, que entregou para velório um corpo que não correspondia ao do falecido. Mário Nunes morreu na madrugada de 14 de janeiro, mergulhando familiares e amigos num luto natural, mas a dor agravou-se quando, já no momento de preparação do velório, a cunhada do apresentador abriu a urna e encontrou o corpo de um homem desconhecido, apesar de este estar vestido com a roupa escolhida pela família.

A situação foi tornada pública no programa Noite das Estrelas, da CMTV, onde a apresentadora Maya descreveu Rui Oliveira, companheiro de Manuel Luís Goucha, como “verdadeiramente triste, pesaroso e chocado” com o sucedido, sublinhando a gravidade da falha cometida pela unidade hospitalar. Foi ainda revelado que Mário Nunes iria ser cremado, o que levanta questões ainda mais sérias sobre as potenciais consequências do erro. “Imagina que ninguém abria a urna, que o corpo era cremado. Depois a quem se pedia responsabilidades? Outra família também não teria o corpo da sua pessoa”, alertou a anfitriã do programa.

Durante a emissão, a psicóloga Sílvia Botelho chamou a atenção para o impacto emocional da situação, classificando o episódio como uma “revitimização” da família num momento de extrema vulnerabilidade. Segundo a especialista, a imagem do corpo errado pode ficar gravada de forma intrusiva na memória, originando trauma psicológico, pesadelos e complicações no processo de luto. “O luto pode quebrar nestas situações”, afirmou, defendendo que é imprescindível que o hospital disponibilize apoio psicológico imediato à família afetada.

O Hospital de São José já assumiu publicamente o erro, lamentou o sucedido e garantiu que irá apurar responsabilidades internas. O caso levanta sérias questões sobre os procedimentos de identificação de corpos nas unidades hospitalares e reforça a necessidade de protocolos rigorosos para evitar falhas com consequências humanas e emocionais tão profundas.

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