A situação foi tornada pública no programa Noite das Estrelas, da CMTV, onde a apresentadora Maya descreveu Rui Oliveira, companheiro de Manuel Luís Goucha, como “verdadeiramente triste, pesaroso e chocado” com o sucedido, sublinhando a gravidade da falha cometida pela unidade hospitalar. Foi ainda revelado que Mário Nunes iria ser cremado, o que levanta questões ainda mais sérias sobre as potenciais consequências do erro. “Imagina que ninguém abria a urna, que o corpo era cremado. Depois a quem se pedia responsabilidades? Outra família também não teria o corpo da sua pessoa”, alertou a anfitriã do programa.
Durante a emissão, a psicóloga Sílvia Botelho chamou a atenção para o impacto emocional da situação, classificando o episódio como uma “revitimização” da família num momento de extrema vulnerabilidade. Segundo a especialista, a imagem do corpo errado pode ficar gravada de forma intrusiva na memória, originando trauma psicológico, pesadelos e complicações no processo de luto. “O luto pode quebrar nestas situações”, afirmou, defendendo que é imprescindível que o hospital disponibilize apoio psicológico imediato à família afetada.
O Hospital de São José já assumiu publicamente o erro, lamentou o sucedido e garantiu que irá apurar responsabilidades internas. O caso levanta sérias questões sobre os procedimentos de identificação de corpos nas unidades hospitalares e reforça a necessidade de protocolos rigorosos para evitar falhas com consequências humanas e emocionais tão profundas.