Depois de um choque com o benfiquista Sidny Cabral, Martim Fernandes teve de trocar de camisola quatro vezes devido à fratura exposta na zona do nariz, mas este tipo de sacrifício tem uma longa história no futebol.
Em Portugal, João Pinto, o lendário capitão do F. C. Porto nas décadas de 1980 e 1990, protagonizou um dos episódios mais icónicos: com um dedo do pé partido, fez um buraco nas chuteiras para suportar a dor, pintou de preto a meia por cima para disfarçar o truque, e foi a jogo.
O ex-lateral dos dragões era exemplo de superação, tendo sido operado à cara e, mesmo assim, decidido continuar a treinar e a jogar. “Perguntei ao doutor quando é que íamos ao médico e íamos no dia a seguir. Fomos e eu perguntei o que aconteceria dali a um mês se levasse cotovelada. Ele disse que ia ter de ser operado outra vez. Então eu disse que se fosse para a semana ou dali a um mês era igual”, recordou.
Mais recentemente, na meia-final da Taça da Liga contra o Braga em 2024, o treinador Rúben Amorim admitiu que o avançado Pedro Gonçalves jogou lesionado. Amorim explicou que o jogador “teve um corte no pé e levou pontos” mas, mesmo assim, permaneceu em campo como titular. Já no Benfica, no campeonato 2004/05, o extremo Simão Sabrosa revelou que sofreu uma hérnia inguinal em janeiro e passou os meses finais da época praticamente “só com a perna direita”.
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