O candidato presidencial Cotrim Figueiredo revelou esta segunda-feira que, numa eventual segunda volta das eleições em que não esteja, não exclui o apoio a qualquer candidato.
“Não excluo qualquer candidato, mas teria de fazer uma reflexão profunda”, admitiu o também eurodeputado, no final de uma visita ao Mercado Municipal do Fundão onde teve, a seu lado, o vice-presidente da Assembleia da República Rodrigo Saraiva, a ex-deputada do PSD Liliana Reis e o vereador na Câmara Municipal da Covilhã, que concorreu como independente eleito pelo CDS-PP, Eduardo Cavaco.
Questionado sobre se apoiaria o adversário André Ventura na corrida a Belém, o antigo líder da IL reafirmou que, nesta altura, não exclui ninguém.
“O André Ventura dos últimos quatro dias eu ainda não conheci. Moderou o discurso e parece um político diferente”, considerou.
Apesar da insistência dos jornalistas, Cotrim Figueiredo referiu que, com a “dinâmica que está”, o único cenário de que lhe interessa falar é aquele onde está na segunda volta das eleições presidenciais.
E num eventual cenário em que passe à segunda volta com André Ventura, líder do Chega, questionado sobre se gostaria de ter o apoio dos restantes candidatos da direita, Cotrim Figueiredo foi perentório em dizer que “acha que não precisa”.
“Eu não acho que precise, não acho que precise”, insistiu.
Para o candidato, apoiado pela Iniciativa Liberal, os votos não são dos candidatos, mas sim das pessoas.
“As pessoas terão de fazer essa escolha. Estão lá dois candidatos, escolham. Eu não preciso do `endorsement´ [apoio] de ninguém, lamento”, vincou.
E, nesse sentido, entendeu, também não precisará de dar apoio a ninguém porque não é dono dos votos que lhe confiarem.
As eleições presidenciais, às quais concorrem 11 candidatos, estão marcadas para 18 de janeiro
Caso nenhum deles consiga mais de metade dos votos validamente expressos, realizar-se-á uma segunda volta a 08 de fevereiro entre os dois mais votados.