O navio, que partiu do Irão com destino à Venezuela para carregar crude, já foi alvo de bloqueios norte-americanos e teve de mudar abruptamente de rota, atravessando o Atlântico pelo norte, entre a Islândia e a Irlanda, numa trajetória considerada atípica por especialistas em transporte marítimo. Em dezembro, a tripulação repelira uma tentativa de abordagem da Marinha dos EUA perto da Venezuela antes de rumar ao Atlântico.
O navio Marinera foi registado na Rússia e recebeu a bandeira do país, após a qual Moscovo apresentou um protesto diplomático exigindo que Washington interrompesse a perseguição. Segundo informações divulgadas, pelo menos três outros petroleiros que operaram recentemente em águas venezuelanas foram também rebatizados sob bandeira russa, numa estratégia de proteção contra sanções.
A situação ocorre num contexto de crescente tensão entre Estados Unidos e Rússia, enquanto Washington procura reforçar a pressão sobre Moscovo em resposta à guerra na Ucrânia. Nos últimos dias, aviões de vigilância P-8 dos EUA têm monitorizado de perto a viagem do petroleiro, indicando que a operação é acompanhada em coordenação com autoridades britânicas.