No cinema, são protagonistas de filmes como Força Delta, com Chuck Norris, ou Black Hawk Down (Cercados, em português), de Ridley Scott. Mas a verdade é que pouco sabemos sobre a Delta Force, essa força de operações especiais do exército dos Estados Unidos que este sábado, 3 de janeiro, está nas notícias por ter sido ela, como avançou a CBS, a capturar o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. A mesma unidade de elite de contraterrorismo que há exatamente 35 anos também esteve na captura do presidente Manuel Noriega, após a invasão do Panamá ordenada pelo presidente George H. W. Bush contra outro presidente suspeito de narcotráfico.
Especializada em contraterrorismo, resgate de reféns, ações diretas e de reconhecimento, muitas vezes contra alvos de “alto valor”, a Força Delta foi criada oficialmente em 1977 depois de vários incidentes terroristas terem levado os EUA a optar por desenvolver uma unidade de contraterrorismo a tempo inteiro.
Com sede em Fort Bragg, na Carolina do Norte, a Delta Force opera sob o Comando de Operações Especiais do Exército dos EUA e responde ao Comando Conjunto de Operações Especiais (JSOC).
Apesar de a maior parte das suas missões serem confidenciais, ao longo dos anos algumas acabaram por se tornar de conhecimento público. Uma das primeiras terá sido uma tentativa de resgatar, em abril de 1980, a meia centena de reféns da embaixada dos EUA em Teerão onde se encontravam desde novembro de 1979. Não correu bem. Falhas em dois dos helicópteros obrigaram a cancelar a operação. E os reféns só seriam libertados em janeiro de 1981, minutos apenas após a tomada de posse do presidente Ronald Reagan.
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