As imagens, amplamente partilhadas em plataformas digitais, mostram maquinaria pesada a danificar uma estátua associada à religião hindu, um acto interpretado por milhares de utilizadores como uma ofensa grave a símbolos religiosos. A reacção foi imediata, com apelos ao boicote ao turismo e a produtos ligados à Tailândia.
A hashtag #BoycottThailand tornou-se uma das mais utilizadas em várias regiões do mundo, particularmente entre comunidades hindus, onde o vídeo é descrito como um ataque deliberado a um símbolo sagrado. Muitos utilizadores exigem explicações formais e responsabilização pelo sucedido.
As autoridades tailandesas reagiram à polémica, afirmando que a intervenção não teve motivações religiosas e esteve relacionada com operações técnicas numa zona sensível do ponto de vista territorial. Ainda assim, a explicação oficial não foi suficiente para travar a escalada de críticas online.
O episódio reacendeu também tensões diplomáticas na região, com reacções críticas de países vizinhos e alertas de especialistas para o potencial impacto negativo na imagem internacional da Tailândia, sobretudo num momento em que o turismo continua a ser um pilar central da economia do país.
Analistas sublinham que a rápida propagação do vídeo ilustra o poder das redes sociais na amplificação de conflitos culturais e religiosos, muitas vezes antes de serem totalmente esclarecidos os factos no terreno.