O camaleão-comum (Chamaeleo chamaeleon) camufla-se desde a mata de Monte Gordo até Lagos e os locais dizem que é uma espécie que se vê cada vez menos. Fábia Azevedo, bióloga da Associação Vita Nativa, explica à TSF que esse entendimento não é mais do que “senso comum”. Na realidade, a escassez de estudos científicos sobre o animal é tanta que é difícil analisar “a distribuição e a abundância desta espécie no Algarve”.
Com o objetivo de reverter a situação, há mais de três anos foram anunciadas várias iniciativas de proteção da espécie com recurso ao financiamento do Orçamento Participativo Jovem Portugal 2019.
Inicialmente, realça a bióloga, a ideia era criar um Centro de Recuperação e Investigação do Camaleão do Algarve, mas, de modo a corresponder mais precisamente às necessidades da espécie, a ideia converteu-se num Centro de Interpretação do Camaleão. Estava ainda pensada a “capacitação do RIAS – Centro de Recuperação e Investigação de Animais Selvagens para melhor poder recuperar os animais feridos”.
No entanto, a Associação Vita Nativa nunca teve o apoio necessário: “O orçamento era muito reduzido, cerca de 60 mil euros, e não permitia fazermos a construção [do Centro de Interpretação do Camaleão] de raiz.”
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