De acordo com os avaliadores, o pastel destacou-se pela combinação entre a massa folhada crocante, o creme suave e equilibrado e a preservação rigorosa da receita original, mantida em segredo há quase dois séculos. O júri salientou ainda o impacto cultural do doce, que se tornou paragem obrigatória para turistas e referência para chefs de cozinha em todo o mundo.
Em comunicado, a administração da Fábrica dos Pastéis de Belém afirmou que a distinção “representa o reconhecimento do trabalho artesanal transmitido de geração em geração”. Desde o anúncio, registou-se já um aumento expressivo na afluência ao espaço histórico, no bairro de Belém, onde diariamente se formam filas para provar a iguaria.
Especialistas do setor consideram que o prémio deverá reforçar a visibilidade internacional da doçaria portuguesa e incentivar um renovado interesse pela gastronomia tradicional.
A cerimónia de entrega da distinção está marcada para o próximo mês, em Barcelona, durante o Congresso Mundial de Gastronomia Contemporânea.