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Presidente moçambicano diz que CPLP implica livre circulação de pessoas

"Moçambique acompanha o processo [em Portugal]", diz Daniel Chapo, sobre as alterações à lei da nacionalidade portuguesa. "É extremamente importante que se estabeleça regras, mas sem se esquecer que ninguém vive e sobrevive de forma isolada".

O Presidente moçambicano, Daniel Chapo, afirmou esta segunda-feira, 8 de dezembro, em entrevista à Lusa, que o conceito da CPLP implica “harmonia” e “livre circulação de pessoas”, num momento em que Portugal está a rever a legislação migratória e de nacionalidade.

“Nós, como países de língua portuguesa, temos uma comunidade, a CPLP [Comunidade de Países de Língua Portuguesa], que é extremamente importante. E o conceito de comunidade implica comunhão, harmonia e, sobretudo, a livre circulação de pessoas e bens no seio da comunidade”, disse Chapo, no Porto, onde participa, terça-feira, na sexta cimeira bilateral Portugal-Moçambique.

“É neste âmbito que Moçambique acompanha o processo [em Portugal]. Acompanha no sentido de que cada um dos países é extremamente importante que estabeleça regras em termos de leis de nacionalidade, mas sem se esquecer que ninguém vive e sobrevive de forma isolada. Todos nós, tal como pessoas e como países, precisamos de integração para a nossa sobrevivência”, acrescentou Chapo, questionado pela Lusa.

Por isso, admitiu, “é importante que cada um” dos países prepare legislação, “mas não se esqueça que o ser humano, por natureza, é social”.

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