De acordo com a DSAL, os trabalhadores sem estatuto de residente aumentaram em quase 2.500 este ano e em mais de 32.400 desde janeiro de 2023, quando acabou a política ‘zero covid’, que esteve em vigor em Macau e na China continental durante quase mais de três anos.
Nesse mês, a mão-de-obra vinda do exterior, incluindo da China continental, tinha caído para menos de 152 mil, o número mais baixo desde abril de 2014.
Desde o pico máximo de 196.538, atingido no final de 2019, no início da pandemia, e até janeiro de 2023, a cidade perdeu quase 45 mil trabalhadores não residentes, que correspondiam a 11.3% da população ativa.
Macau, que à semelhança da China seguia a política ‘zero covid’, reabriu as fronteiras a todos os estrangeiros, incluindo trabalhadores não residentes, a partir de 8 de janeiro de 2023, depois de quase três anos de rigorosas restrições.
O setor da segurança e atividades imobiliárias foi o que mais contratou este ano, ganhando 888 trabalhadores não residentes, seguido dos empregados domésticos (mais 770) e da construção (mais 587).
As concessionárias de Jogo – o maior empregador privado – também aumentaram em 156 o número de funcionários migrantes, apesar do encerramento de ‘casinos-satélite’.
Apesar da subida do número de trabalhadores não residentes, a taxa de desemprego caiu para 1.7% entre agosto e outubro, o valor mais baixo desde janeiro.
A crise económica criada pela pandemia tinha levado a taxa de desemprego a atingir 4% no terceiro trimestre de 2022, o valor mais alto desde 2006.
A economia local cresceu 8% no terceiro trimestre, graças ao aumento do número de visitantes, de acordo com dados oficiais.