A Autoridade Monetária de Macau (AMCM) e o Comissariado contra a Corrupção (CCAC) promoveram recentemente uma “Palestra temática sobre Governação Corporativa e Construção da Integridade nas Instituições Financeiras”, com o objetivo de reforçar a sensibilização do setor financeiro para o cumprimento da legislação e a adoção de padrões éticos mais elevados. O evento reuniu mais de 70 instituições financeiras, entre bancos, seguradoras, gestoras de fundos de pensões, sociedades de locação financeira e instituições de pagamento, contando com a presença de cerca de 300 quadros médios e superiores.
Durante a sessão, o Presidente Substituto do Conselho de Administração da AMCM, Vong Sin Man, sublinhou que a solidez e honestidade do sistema financeiro têm impacto direto na confiança pública e no funcionamento eficaz do mercado. Destacou ainda que, para Macau, enquanto cidade internacional, a reputação do setor financeiro é essencial para reforçar a cooperação externa e a ligação aos mercados do Interior da China e internacionais. Vong apelou aos quadros superiores para que liderem pelo exemplo, promovendo uma cultura empresarial assente na integridade, apoiada por mecanismos internos de controlo rigoroso. A integridade pessoal dos profissionais, explicou, é a salvaguarda definitiva da credibilidade financeira.
Também o Adjunto do Comissário contra a Corrupção e Diretor dos Serviços contra a Corrupção, Wong Kim Fong, destacou a importância de as instituições evoluírem de uma postura de “conformidade passiva” para uma “construção proativa da integridade”. Defendeu que, ao integrarem princípios de ética e transparência no planeamento estratégico e na gestão diária, as empresas podem fortalecer a sua reputação, aumentar a confiança pública e melhorar a competitividade a longo prazo. O CCAC, afirmou, está preparado para colaborar com o setor na consolidação de práticas de integridade e na criação de sistemas de governança mais robustos.
A palestra incluiu apresentações técnicas do CCAC e da AMCM sobre temas como linha de defesa da integridade financeira, exigências de governança para instituições de crédito e seguradoras, códigos de conduta, promoção de cultura de integridade e gestão de conflitos de interesse. A sessão terminou com um período de perguntas e respostas, no qual os oradores esclareceram dúvidas e apresentaram recomendações às instituições presentes.
Segundo a organização, a iniciativa ofereceu ao setor financeiro uma oportunidade para refletir de forma abrangente sobre modelos de governação e práticas de conformidade. No futuro, espera-se que as instituições financeiras aprofundem a construção de uma cultura de integridade, contribuindo para o desenvolvimento sustentável do sector e para o reforço da credibilidade e modernização do mercado financeiro de Macau.