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Incêndio em Hong Kong: 94 mortos confirmados e centenas continuam desaparecidos

Um terrível incêndio no conjunto habitacional Wang Fuk Court, no distrito de Tai Po (Hong Kong), elevou-se nos últimos dias ao pior desastre urbano da região em décadas. As autoridades confirmaram hoje que o número de vítimas mortais subiu para 94 mortos, enquanto centenas de moradores continuam desaparecidos — o fogo devastou grande parte do complexo residencial.

O incêndio deflagrou na tarde de quarta-feira, quando o edifício estava envolvido em trabalhos de renovação. A estrutura exterior estava coberta por andaimes de bambu e redes plásticas, elementos comuns nas obras locais, mas apontados pelas autoridades como catalisadores da propagação rápida das chamas.

Sete das oito torres do complexo acabaram por ser consumidas pelo fogo. Os bombeiros mobilizaram uma força de resgate massiva, com mais de mil operacionais a combater as chamas e a fazer evacuações. Apesar dos esforços intensos, o calor extremo, o fumo denso e o colapso parcial de estruturas pelo fogo dificultaram o acesso a muitos apartamentos, especialmente os dos pisos superiores.

Das cerca de 4 600 a 4 800 pessoas que viviam no complexo, aproximadamente 900 já foram evacuadas e encontram-se em abrigos temporários. As operações de busca prosseguem, com equipas a vasculhar edifício por edifício em busca de sobreviventes e vítimas.

A polícia já deteve três responsáveis pela empresa de construção encarregue da renovação, dois diretores e um consultor de engenharia, por suspeita de homicídio por negligência grave. A acusação baseia-se, em parte, no uso de materiais inflamáveis e não certificados.

A tragédia provocou choque e consternação em toda a cidade. Muitas famílias aguardam notícias de entes queridos desaparecidos, enquanto residências inteiras foram destruídas e milhares se veem hoje sem teto. Organizações humanitárias já mobilizaram apoio para deslocados, oferecendo alojamento temporário, alimentação e assistência psicológica.

Este desastre expôs fragilidades graves nas práticas de construção e renovação urbana em Hong Kong — especialmente no que respeita à segurança contra incêndios. A repercussão política e social poderá ser profunda, com pressão para revisão urgente das normas de construção e fiscalização — especialmente no uso de andaimes e materiais de cobertura em edifícios residenciais elevados.

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