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Polémica da IA no Gmail: Google nega uso de e-mails privados para treinar o Gemini

Confusão foi gerada por relatório de segurança e deu já um processo judicial na Califórnia que levanta questões sobre a fronteira entre funcionalidades de produtividade e a violação de privacidade.

A questão da privacidade na era da Inteligência Artificial volta a estar no centro do debate público, após alegações virais sugerirem que o Google estaria a utilizar o conteúdo dos e-mails pessoais dos utilizadores para treinar o seu modelo de IA, o Gemini. A gigante tecnológica reagiu este fim de semana, classificando as informações como “enganadoras” e esclarecendo a distinção técnica entre as suas ferramentas de produtividade e o treino de modelos de linguagem.

A controvérsia teve origem num artigo publicado — e posteriormente corrigido — pela empresa de segurança Malwarebytes. O relatório inicial sugeria que a ativação das “Funcionalidades Inteligentes” do Gmail implicava um consentimento automático para a utilização de dados privados no desenvolvimento do Gemini. A notícia espalhou-se rapidamente pelas redes sociais, alimentada pelo receio crescente de que dados pessoais estejam a alimentar, sem controlo, os grandes modelos de linguagem (LLM na sigla inglesa).

Em declarações ao portal The Verge, Jenny Thomson, porta-voz do Google, garantiu: “Estes relatos são enganadores. Não alterámos as definições de ninguém, as Funcionalidades Inteligentes do Gmail existem há muitos anos e não utilizamos o conteúdo do Gmail para treinar o nosso modelo de IA Gemini”.

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