Semear a desconfiança na imprensa e nos jornalistas, com a retórica constante de que as notícias são “fake news” e de que os profissionais são “inimigos do povo”. Usar o sistema judicial para pressionar financeiramente a imprensa. Intimidar os meios de comunicação e escalar os ataques com a ajuda de empresários aliados. Construir um ecossistema mediático paralelo e partidário. Parece-lhe familiar? Esta é a receita ou playbook de como governos autocratas atacam a imprensa em várias partes do mundo.
O roteiro foi explicado por A.G. Sulzberger, publisher do New York Times, no painel Truth in the Age of Propaganda and Polarisation (A verdade na era da propaganda e da polarização, em tradução literal), realizado esta manhã, 11 de novembro, no palco principal do Web Summit, em Lisboa. A conversa foi moderada pela também jornalista Katherine Maher, CEO da NPR, o serviço público de rádio dos Estados Unidos.
Segundo Sulzberger, um dos primeiros alvos de qualquer governo autocrata, ou mesmo aspirante a autocrata, é a imprensa. “E a razão para isso é bastante óbvia: é mais fácil fazer o que se quer quando ninguém faz perguntas e ninguém expõe aquilo que se prefere manter em segredo”, afirmou o jornalista, que começou a trabalhar no NYT em 2009 como repórter na secção local.
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