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Festival da Lusofonia: Calema, de São Tomé, atuam este sábado em Macau

O concerto dos Calema acontece já este fim-de-semana em mais uma edição do Festival da Lusofonia. A dupla de irmãos sobe ao palco das Casas Museu da Taipa no sábado, a partir das 21h30. Há, porém, sonoridades de outros países do universo da lusofonia, como Rui Orlando, de Angola a actuar domingo ou Memu Sunhu, Carimbó Paidégua e Negros Unidos, grupo da Guiné Equatorial

Andreia Sofia Silva

São os irmãos António e Fradique Mendes Ferreira e juntos compõem os Calema. Oriundos de São Tomé e Príncipe, e a residir em Portugal, os dois irmãos deslocam-se esta semana a Macau para participar em mais uma edição do popular Festival da Lusofonia. As luzes e a música fazem-se sentir no palco das Casas Museu da Taipa, este sábado, a partir das 21h30, num espetáculo com entrada gratuita.

Em Portugal, os Calema têm sido um caso de sucesso. Iniciaram a carreira há cerca de 15 anos e já atuaram em palcos imponentes como o Estádio da Luz e em dezenas de festivais de música. O primeiro álbum foi editado em 2010, intitulando-se “Ni Mondja Anguené”, seguindo-se “Bomu Kêlê”, lançado em 2014, e ainda “A Nossa Vez”, em 2017. Segue-se “Yellow Voyage”, editado em 2020″, e “Voyage – Part II”, editado quatro anos depois, e ainda “Voyage – Part III”. Em 2019, chegou um álbum que parece ser uma espécie de consagração, quando a dupla editou “Ao Vivo no Campo Pequeno”, uma das mais importantes salas de espectáculos em Lisboa.

O single “Maria Joana”, gravado com os cantores Nuno Ribeiro e a fadista Mariza, lançado mais recentemente, venceu os Play – Prémios da Música Portuguesa na categoria de Canção do Ano.

Mas os Calema têm estado imersos em projetos de solidariedade, indo além da música. Um dos exemplos é o facto de, em agosto deste ano, a dupla ter recebido a designação de embaixadores da boa vontade da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) na área da cultura e música, tendo frisado que querem ser um exemplo para os jovens.

“Nós, quando estávamos a começar, não tínhamos nenhum exemplo porque tudo parecia muito difícil. (…) Eu acho que, de uma certa forma, podes mostrar-lhes [aos jovens] que é possível, que há um processo e que se trabalhares, se acreditares, o teu sonho pode-se tornar realidade, mas depende muito de ti. É essa luz que a gente quer”, declarou Fradique Mendes Ferreira à Lusa, aquando da recepção desta nomeação.

Já António Mendes Ferreira, frisou que a designação de embaixadores da CPLP é um orgulho. “Nós sempre fizemos música com o intuito de alegrar as pessoas, de comunicar com elas, conectar com elas, e fazer parte desta família que é a CPLP é incrível. Nós crescemos dentro da comunidade e da sua cultura”, referiu António.

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