João Lourenço avançou a decisão durante a mensagem sobre o estado da Nação, transmitida por ocasião da reunião solene de abertura do ano parlamentar da 4.ª sessão Legislativa da V Legislatura da Assembleia Nacional.
O Acordo de Alvor foi um instrumento jurídico assinado, em Janeiro de 1975, em Alvor, no Algarve, entre o Governo português e os principais movimentos de libertação de Angola, designadamente MPLA, FNLA e UNITA, representados pelos líderes António Agostinho Neto, Holden Roberto e Jonas Savimbi, respectivamente.
O referido Acordo foi estabelecido com o propósito de equilibrar o poder entre os três movimentos, após a obtenção da Independência Nacional.
O anúncio da decisão apanhou, praticamente, de surpresa todos os parlamentares, que não hesitaram em se colocar em pé para, de forma demorada, aplaudir o Chefe de Estado pela decisão de grande alcance histórico e de profundo sentimento de tornar a reconciliação nacional um facto perene.
Visivelmente emocionado e com a voz embargada, no momento em que deu a notícia, o Presidente da República disse que este gesto, que considerou indelével, é um verdadeiro contributo à reconciliação nacional.
“Não temos dúvidas de que este gesto, adicionado ao trabalho que temos vindo a fazer para a dignificação possível das vítimas dos conflitos políticos e para o consolo reparador dos seus familiares, é um indelével contributo à reconciliação nacional”, declarou o Chefe de Estado, sob a ovação dos deputados.
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