A edição deste ano tem um simbolismo especial, coincidindo com o 20.º aniversário da inscrição do Centro Histórico de Macau na Lista do Património Mundial da UNESCO e com a atribuição do título de “Cidade Cultural da Ásia Oriental 2025”. Com base no conceito “Imersivo e Participativo”, a mostra convida os visitantes a embarcarem numa viagem cultural, recriando, através de simulações e recursos digitais, ícones arquitetónicos como as Ruínas de São Paulo e o Templo de A-Má. Performances artísticas, workshops e experiências interativas complementam a programação.
Na praça em frente ao Pavilhão da China, Mak Mak, a mascote do turismo de Macau, recebe os visitantes junto a um mural fotográfico alusivo à cidade. O cartaz cultural inclui danças folclóricas portuguesas e danças do leão, simbolizando o encontro entre Oriente e Ocidente e a vitalidade de Macau como “cidade dos espetáculos”. Na zona “Impressões de Macau” serão apresentados, em formato digital, vários sítios patrimoniais e festividades emblemáticas, reforçando a dimensão cultural e turística do território.
Outro destaque é a área “Oriente-Ocidente”, que dá visibilidade a eventos internacionais como o Concurso Internacional de Fogo de Artifício e o Festival Internacional de Cidades de Gastronomia. Já a secção “Explorando o Património Mundial” permitirá visitas virtuais a cerca de 20 marcos históricos, entre os quais o Teatro Dom Pedro V e a Fortaleza do Monte, oferecendo ainda aos visitantes a possibilidade de levar recordações simbólicas.
A presença de Macau em Osaka representa o regresso do território a uma Exposição Mundial, 15 anos após a participação na Expo 2010 em Xangai, e assume-se como a primeira vez que a RAEM participa numa Expo em solo estrangeiro. Trata-se de um marco relevante na projeção internacional da cidade e na valorização da sua diversidade cultural.
Ao mesmo tempo, a “Semana de Macau” evidencia os resultados do princípio “Um País, Dois Sistemas” e reforça o papel da cidade como “Centro Mundial de Turismo e Lazer”, “Plataforma de Serviços para a Cooperação Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa” e “Base de Intercâmbio Multicultural com Predominância da Cultura Chinesa”. A mostra afirma-se, assim, como ponte de diálogo entre civilizações e como vitrine do desenvolvimento de Macau e da China no contexto global.