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Pedro Sánchez defende afastamento de Israel de competições internacionais até “cessar a barbárie”

Sánchez insistiu que Espanha voltou a usar o seu peso diplomático para “fazer o que é correto”, mesmo que isso signifique divergir dos consensos internacionais. Feijóo pede "fim do circo".

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, afirmou esta segunda-feira, 15 de setembro, no Congresso, que Israel não deve participar em competições internacionais, desportivas e outras, “enquanto não cessar a barbárie”, defendendo uma exclusão semelhante à que é imposta à Rússia desde a invasão da Ucrânia.

A posição surge depois de a última etapa da Volta a Espanha ter sido cancelada no domingo, na sequência de protestos pró-palestinianos contra a presença de uma equipa israelita e contra o que os manifestantes classificaram como “genocídio” em Gaza.

“A imensa maioria dos cidadãos, independentemente do seu voto, está do lado do senso comum, dos direitos humanos e do direito internacional, que hoje estão a ser atropelados pela Rússia e por Israel”, justificou Sánchez, citado pela agência EFE.

O chefe do Governo espanhol defendeu que o debate iniciado em torno da Volta a Espanha deve espalhar-se a nível global, lembrando que Israel não pode usar palcos internacionais para “branquear a sua imagem”.

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