Novo camisola 10 da Luz, Sudakov chega como médio-ofensivo, mas com a capacidade, como o próprio destacou na apresentação, de atuar em várias posições. E, apesar de abalado psicologicamente após o ataque ao seu apartamento em Kiev, demonstrou essa versatilidade pela Ucrânia, atuando como extremo-esquerdo – faturou até um golo ao sair do flanco e atacando o espaço no interior da área, numa movimentação que agrada a Bruno Lage.
Reforço de peso, pelos 27 M€ que o Benfica terá obrigatoriamente de investir na sua contratação, Sudakov apresenta-se assim como concorrente também para o lugar de Schjelderup, que tem sido o dono da posição à esquerda na liga, com três titularidades em três jogos. A saída de Akturkoglu aumenta o espaço do internacional norueguês, mas há agora nova concorrência, com as chegadas do internacional ucraniano e de Lukebakio (ainda a recuperar de lesão). O ex-Sevilha, canhoto, joga preferencialmente pela direita, mas também pode atuar pela esquerda. Ainda assim, tem feito mais estragos na carreira como extremo-direito e procurando zonas interiores. Algo que Bruno Lage tem implementado precisamente na Luz com os extremos: à direita Di María foi a principal opção, ganhando destaque ao destro Prestianni, enquanto na esquerda as várias soluções utilizadas foram habitualmente de pé direito, casos de Schjelderup, Akturkoglu (transferido) e Bruma (lesionado). Mesmo sem ser extremo de origem, Sudakov pode, a partir da esquerda, aparecer ao meio a criar desequilíbrios, abrindo até espaço para o lateral-esquerdo subir, precisamente como fez pela Ucrânia ante o Azerbaijão.
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