A eurodeputada eleita pelo BE Catarina Martins anunciou esta quarta-feira, 10 de setembro, a intenção de se candidatar à corrida presidencial do próximo ano.
Numa mensagem enviada aos militantes do partido, que o DN teve acesso, a antiga líder do Bloco diz que a decisão é tomada “num momento crucial para a esquerda, para o nosso país e para o mundo”.
Isto porque afirma ser “o tempo de um Governo que está a atacar todos os fundamentos dos direitos do trabalho, que moldam a nossa democracia. Que degrada todos os serviços públicos que são a nossa segurança. Que expulsa gerações de jovens das cidades, para alimentar o negócio da falta de habitação. Que abandonou o país à mercê de uma das muitas catástrofes climáticas que não soube combater e não quer prevenir.”
A ex-coordenadora do Bloco de Esquerda e eleita deputada nas últimas Europeias será apoiada pelo partido e poderá reunir ainda salvaguardas de outros quadrantes. Nomeadamente o Livre ainda não tem candidato e privilegiava uma solução de esquerda que pudesse agregar vontades. Nas últimas duas Presidenciais, foi Marisa Matias a avançar pelo BE.
Na mensagem, a ex-líder reconhece isso mesmo. Diz que pretende criar uma candidatura que seja “um espaço alargado”, para fazer “o que a esquerda faz melhor: muita gente junta, de partidos, de associações e independentes, comprometida com a luta generosa por uma democracia de alta intensidade, por uma vida sem amarras e por uma sociedade libertada da exploração e da opressão”.
O Bloco nunca se reviu na candidatura de José António Seguro, ainda sem apoios partidários vindos do PS, o próprio partido disse, publicamente, esperar que Sampaio da Nóvoa se candidatasse. Face à ausência do professor universitário, passou a preferir uma candidatura própria.
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