O Supremo Tribunal dos Estados Unidos deu, esta segunda-feira, 8 de setembro, novo apoio à abordagem de linha dura do presidente Donald Trump em matéria de imigração, permitindo que agentes federais prossigam com rusgas no sul da Califórnia que visam pessoas para deportação com base na sua raça ou língua.
A decisão do tribunal, noticiada pela Reuters, acatou um pedido do Departamento de Justiça para suspender uma ordem de um juiz federal que proibia temporariamente os agentes de deter pessoas com base em fatores como raça, etnia, ou o facto de falarem espanhol ou inglês com sotaque, sem que houvesse uma “suspeita razoável” de que estivessem no país ilegalmente.
Esta ordem original foi emitida a 11 de julho pela juíza distrital Maame Frimpong, sedeada em Los Angeles, que considerou que as ações da administração Trump provavelmente violavam a Quarta Emenda da Constituição dos EUA, que protege contra buscas e apreensões ilegais. A sua decisão aplicava-se à jurisdição do seu tribunal, que abrange grande parte do sul da Califórnia.
O Supremo Tribunal, que tem uma maioria conservadora de 6-3, emitiu a sua ordem de forma breve e sem explicação. No entanto, os três juízes ‘progressistas’ do tribunal manifestaram publicamente a sua discordância.
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