O aumento das vendas externas chinesas no mês passado ficou abaixo da previsão da Bloomberg, que apontava para 5.5 por cento.
As importações também não corresponderam às expectativas, crescendo apenas 1,3 por cento em agosto face ao mesmo período do ano anterior, quando a previsão era de 3.4 por cento.
Os dados mostraram ainda que as exportações da China para os Estados Unidos, o seu maior parceiro comercial, continuaram a cair, recuando 11.8 por cento face ao mês anterior e 33.1 por cento em termos anuais.
As tensões comerciais entre as duas maiores economias do mundo tiveram altos e baixos em 2025, com ambos os países a aplicarem tarifas cada vez mais elevadas sobre as exportações um do outro.
A certa altura, as tarifas recíprocas chegaram a atingir valores de três dígitos de ambos os lados, perturbando cadeias de abastecimento, uma vez que muitos importadores suspenderam remessas à espera que os governos chegassem a acordo.
Desde então, Washington e Pequim alcançaram um entendimento para reduzir as tensões, baixando temporariamente as tarifas para 30 por cento do lado norte-americano e 10 por cento do lado chinês.
Em agosto, adiaram a reintrodução de tarifas mais altas sobre as exportações de cada um por mais 90 dias — o que significa que a suspensão das taxas agravadas permanecerá em vigor até 10 de novembro.
Nesse mesmo mês, Li Chenggang, representante de Comércio Internacional da China e vice-ministro do Comércio, liderou uma delegação a Washington para negociações comerciais.
Durante a visita, apelou a um “diálogo e consulta em pé de igualdade” entre as duas nações, de acordo com um comunicado do ministério do Comércio da China.