Não consta que andassem de chapéu e gabardina, mas “Lisboa estava cheia de espiões” durante a II Guerra Mundial, garantem à TSF as historiadoras Marisa Filipe e Margarida Ramalho.
Em plena Avenida da Liberdade, Marisa Filipe dá o tiro de partida para uma visita guiada à “Lisboa dos espiões”. Nesta “avenida das elites”, havia tudo: a sede da aviação britânica (na actual sede do PCP), fábricas de porcelana e cerâmicas, orquestras que tocavam às quintas-feiras, refugiadas de quem se dizia que “estavam a trazer más influências às filhas”, por andarem em mangas de camisa e saias acima do joelho. Lisboa era um “oásis completo”, descreve Marisa Filipe, enquanto desce a Avenida “em direcção ao Garbo”.
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