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Portugal vai criar campos de refugiados para responder a crises migratórias

Portugal está obrigado a criar campos de refugiados para ter como responder a um fluxo inesperado de migrantes, como tem acontecido na Grécia ou em Itália. É uma obrigação europeia e uma das responsabilidades da Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras da PSP, que entra quinta-feira em funções.

Portugal tem menos de 90 lugares para instalar migrantes em situação irregular. A Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras da PSP espera conseguir a saída voluntária dos imigrantes notificados, o problema é que esta também depende do acordo dos países de origem e, por isso, o processo pode ser mais demorado. A possibilidade de criar campos fará com que Portugal não precise de recorrer a países terceiros para receber os migrantes ilegais, como fez Itália.

Em entrevista à TSF, João Ribeiro, diretor nacional-adjunto da Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras Aeroportuária, a que pertence à Unidade de Estrangeiros e Fronteiras da PSP, afirma que o objetivo é ter 300 lugares nos centros de instalação temporária do Porto e Lisboa e ainda ter “capacidade para montar campos para outras 300 pessoas”.

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