Os dados revelados pela Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed) ao JN mostram que, em 2019, os medicamentos antidiabéticos dispensados nas farmácias comunitárias, mediante apresentação de receita médica e com comparticipação, custaram mais de 250 milhões de euros ao SNS. No ano passado, o valor superou os 417 milhões. Trata-se de um aumento na ordem dos 66%. Para estas contas, não entram as insulinas, mas inclui-se, por exemplo, a substância semaglutido presente nos medicamentos Ozempic e Rybelsus.
“Este crescimento é um reflexo do crescimento da prevalência da diabetes em Portugal, que está por sua vez relacionada com o envelhecimento da população, sedentarismo e hábitos alimentares pouco saudáveis. Portanto, mais pessoas com diabetes implica necessariamente um aumento do consumo destes medicamentos”, aponta Manuel Lemos. O presidente do Colégio de Endocrinologia e Nutrição da Ordem dos Médicos atenta, ainda, que “tem havido mais medicamentos inovadores” nesta área: “são mais caros” e trazem “encargos acrescidos para o SNS”.
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